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H&M fecha oito lojas permanentemente na Itália

29 abr 2020 • por Nina Kauffmann • 0 Comentários

A rede sueca H&M vai fechar permanentemente oito lojas na Itália, sendo duas em Milão, a capital da moda do país, seguindo planos anteriores à pandemia de Covid-19.

A pandemia forçou a segunda maior varejista de moda do mundo a fechar temporariamente suas lojas em mais de uma dúzia de mercados, incluindo todas as lojas na Itália. Mas, após sete semanas de medidas de confinamento rigorosas que forçaram o fechamento de todas as empresas não essenciais, as lojas de roupas serão reabertas em 18 de maio na Itália.

No entanto, a H&M informou aos sindicatos que duas de suas principais lojas em Milão e uma na cidade de Bari não serão reabertas. Entre agosto e novembro, a empresa também planeja fechar definitivamente as lojas nas cidades do norte do país: Udine, Vicenza, Bassano del Grappa, Gorizia, e também na cidade toscana de Grosseto.

“A decisão de fechamento está relacionada à sustentabilidade econômica de cada loja”, explicou uma porta-voz da H&M em comunicado, acrescentando que o grupo pretende “otimizar seu portfólio de lojas, acrescentar novos serviços online e continuar oferecendo aos clientes a melhor experiência de compra, através de diferentes canais”.

A H&M tem investido fortemente na recuperação de seu negócio, após anos de lucros decrescentes e aumento de estoque devido à desaceleração das vendas nas principais lojas da marca H&M. Atualmente, a empresa está no processo de fechamento de algumas lojas na Europa e pretende abrir novos pontos de venda, principalmente em mercados emergentes.

As oito lojas italianas que serão fechadas empregam cerca de 200 trabalhadores, que não podem ser demitidos sob as atuais medidas de emergência adotadas pelo país, que está combatendo a pandemia de coronavírus.

Gennaro Strazzullo, membro do sindicato nacional UIL, disse que a empresa não informou se o coronavírus teria sido o motivo para esta decisão. “A empresa explicou que os fechamentos são necessários para garantir a sustentabilidade da empresa a longo prazo, mas o grupo não está em dificuldades”, disse ele à Reuters após uma reunião sobre o assunto entre os sindicatos e a empresa.

Uma nova reunião será realizada em 2 de maio.

Strazzullo anunciou que os sindicatos querem transferir alguns trabalhadores para outros cargos dentro do grupo sueco na Itália.

Após registrar queda de 46% nas vendas em março, a H&M revelou que prevê ainda mais perdas no segundo trimestre. O grupo gera a maioria de suas vendas na Europa, sendo a Alemanha seu principal mercado, seguida pelos Estados Unidos.

No final de seu ano fiscal de 2019, encerrado em novembro, a H&M contava com uma rede 181 lojas na Itália e registrou um faturamento de cerca de 780 milhões de euros no país.

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