Moda

3 it girl-bosses paulistanas que estão mudando a cena do slow fashion Por Paula Bedran

26 jan 2019 • por Nina Kauffmann • 0 Comentários

O mundo da moda sempre foi conhecido por ser usado por mulheres mas comandado por homens. Quase todas as grandes maisons (Dior, Chanel, Lanvin, Fendi…a lista é longa) podiam até ser sucesso absoluto entre a mulherada, mas eram ou comandados ou tinham suas peças desenhadas por homens. O porquê é um tanto óbvio (no pensamento machista, é claro): homens são mais diretos, mais estratégicos, mais frios e calculistas e mais aptos a ganhar dinheiro. Pois é aí que há um grande engano. O Brasil tem se mostrado muito à frente do seu tempo no quesito empreendedorismo feminino, no quesito moda e, dentro da moda, no conceito de slow fashion. E o trabalho delas têm sido de tirar o chapéu. Elas desenham, muitas produzem ou acompanham a produção de perto, cuidam do marketing, das redes sociais, produzem seus próprios eventos, fazem a gestão financeira, enfim… o céu é o limite para o tanto que conseguem trabalhar. As marcas são menores, é claro, até pelo princípio fundamental do slow fashion de ter produções menores, mas as conquistas para essas verdadeiras garotas são infinitamente maiores. Em São Paulo, a cena da moda é mais aquecida, consequência apenas do maior poder aquisitivo da cidade, e não de falta de competência ou qualquer outro motivo no restante do país, portanto à seguir estão 3 marcas paulistanas que estão dando o que falar São Paulo afora.
L’Atribu Maison:
Francesa radicada no Brasil , Eugénie Zagamé é um tesouro que nós brasileiros devemos guardar com o maior zelo. Aos 28 anos, Eugénie já passou por maisons como Paco Rabanne, Azzaro e Sonia Rykiel e desembarcou no Brasil, aonde já viviam os pais, para criar a própria marca: a L’Atribu Maison, um tributo a todos os lugares do mundo que ela já morou (e acreditem, não foram poucos, e as “tribos” que traz com ela e que formam o que ela é hoje e refletem na marca. As peças são de uma sofisticação ímpar, digna de quem já trabalhou com os melhores tecidos e designers do mundo, mas os preços pé-no-chão são mandatórios. Todas as peças são feitas com tecidos muito especiais: são sedas trazidas de suas viagens pela Ásia, tules bordados trazidos da França e tweed dos mesmíssimos ateliês de onde vêm os famosos tweeds da Chanel. Os tecidos são tão especiais que, mesmo sem oferecer o serviço, algumas noivas já lhe pediram para fazer seus vestidos. A designer é tão detalhista que nem os forros das roupas deixam a desejar; por ter uma veia artística muito aguçada, ela faz parcerias com artistas plásticos que admira portanto, a grande maioria das peças possui forro estampado com obras de arte. A L’Atribu vende pelo e-commerce Gallerist e no ateliê na Vila Nova Conceição, em São Paulo.
End: Rua João Lourenço, 683, cj 102

Mariana Giordano
Mariana Giordano é daquelas pessoas que nasceu para a moda. Desde criança sonhava em ter a própria marca, não teve dúvida ao escolher a faculdade, o conceituado curso de Design de Moda no IED de São Paulo e portanto, era óbvio que a sua marca, homônima, nasceria com a estrela. A marca nasceu praticamente junto com a sua formatura da faculdade, e tantos anos de planos foram tempo o suficiente para tirar do papel uma marca exatamente do jeito que ela sonhou, e diga-se de passagem bastante diferente do que vemos por aí: Mariana trabalha somente com tecidos nobres, utiliza muito trabalho manual e cortes sofisticados como o laser, uma técnica cada vez mais rara no mercado devido ao custo altíssimo do trabalho. Cada peça é cuidadosamente desenhada por ela, e são pouquíssimas peças iguais. Hoje, apenas com 24 anos Mariana diz se sentir realizada ao ter criado uma marca que foi tão bem recebida pelo público e por ver a sua marca vestindo tantas pessoas que antes eram apenas inspiração para suas coleções, e hoje são clientes fiéis das suas peças sem igual. Mariana atende com hora marcada no showroom da marca em São Paulo

Carol Farina
Carol é daquelas garotas que faz de tudo um pouco, mas tudo muito bem. A marca é daquelas que praticamente se vende sozinha: são peças atemporais e ao mesmo tempo peças-desejo, em cores neutras e acima de tudo um preço que cabe no bolso do seu público-alvo: jovens descoladas e self-made de hoje em dia, que se vestem bem e na moda, mas que já não gastam fortunas em roupas. A estética do Instagram da marca é impecável, algo que ajuda muito a transparecer a forte identidade e personalidade da marca; o site é daqueles que você navega horas, tanto para comprar quanto para olhar as fotos do produto, que mais parecem inspirações do Tumblr, e se não bastasse, Carol ainda tem um canal no Youtube em que tira dúvidas de clientes, dá dicas de looks e milhares de outros bate-papos bastante engajadores. E para quem pensa que ela estudou milhares de anos para criar essa fórmula de sucesso, se engana redondamente: com apenas 25 anos, já é sua segunda marca (a marca atual tem pouco mais de 6 anos) e que começou como uma espécie de estágio da sua faculdade de moda. Carol tem um curso de especialização na Itália e se orgulha de ter criado toda a identidade visual da marca sozinha, pois como toda boa embaixadora do slow fashion, a marca teve seu próprio ritmo e amadureceu junto com ela. A Carol vende pelo e-commerce e pela loja própria no bairro de Pinheiros, em São Paulo.
End: Rua Costa Carvalho, 126

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