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Moda Animal Por Xico Gonçalves

16 set 2018 • por Nina Kauffmann • 0 Comentários

O Animal Print insiste em permanecer na moda com unhas e garras.
Esta é uma estampa que por mais diferenciada seja, sempre será coringa no look de qualquer época.
Para o Inverno 2019 as passarelas de Nova York, Milão, Londres e Paris apostaram em clássicos renovados pelas estampas animais, como uma das principais apostas dos próximos dias de frio.
Trend das selvas
Passam os anos, mudam estações, tendências chegam e outras vão, mas a clássica estampa animal não corre o risco de extinção.
De tão populares onças, leopardos, zebras e tigres já foram domesticados no guarda roupa de muitas mulheres, se transformando em um clássico da estamparia, com destaque em todas as temporadas de moda, assim como o jeans e a pretinho básico.
As manchas e os padrões das peles animais, destinados a esconder predadores que caçam na flora e na sombra de seu ambiente natural, servem como um estímulo para destacar ao máximo quem usa a estampa como figurino de moda.
Popularizada em clima exótico por Christian Dior, nos anos 1940, no seu primeiro desfile, as estampas animais ganharam status e invadiram todos os segmentos de moda, inclusive nos acessórios.
Com o aval de Dior, a estampa animal print saiu do étnico para o chique em um salto, mas o próprio costureiro concordava que não era um estilo para mulheres fracas ou delicadas.
Estampas dos grandes felinos sempre foram constantes no mundo da moda.
O uso do animal print é muito antigo.
As peles de animais, assim como as plumagens de aves, já serviram de figurino há mais de 5 mil anos.
Uma imagem proveniente do Antigo Egito exposta no Museu do Louvre comprova esse fato.
Peles de animais eram usado nos primórdios da humanidade para cobrir o corpo.
Talvez isto explique a fascinação humana pelos desenhos de animais, já que está em nosso DNA desde nossa origem.
Desde as civilizações antigas, usar pele de animais significava ter status e poder, e por isto cobria o corpo da nobreza e dos religiosos.
A partir do século 18 as texturas dos animais prints entraram de vez para o mundo da moda, inspirado na cultura exótica da África, virando ousadia e luxo no vestuário.
Com o passar dos anos as padronagens se tornaram mais realistas.
Em 1936 o filme do Tarzan, com o ator usando uma tanga de onça, ajudou a promover a estampa para o mercado da moda.
Nesta década a casa francesa Busvine, lançou a estampa de leopardo, e logo após a também francesa Jeanne Paquin propôs peles em sua coleção, contribuindo para virar uma febre.
De selvagem para o sexy
A estampa que sempre teve uma conotação exótica mudou de imagem quando as estrelas de cinema começaram a se exibir em maiôs escandalosos, valorizando cada centímetro de suas desejadas curvas.
Até Carmem Miranda posou de animal print junto a uma legião de estrelas de cinema famosas.
Mundo felino
Nos anos 1980, onde tudo se tornou exuberante na moda, o animal print foi a estampa mais usada.
Graças ao movimento Punk, as estampas animais saíram do tradicional, ganhando cores diferentes como o pink e limão.
Mas esse exagero todo acabou com a boa reputação para a estampa e na década de 1990 vulgarizou. Desceu do posto de elegante e nobre para o esquecimento.
A partir dos anos 2000, época onde tudo era permitido e válido, os animais prints acabaram ganhando mais espaço e abriram mercado para outras estampas exóticas como vacas, cobras, zebra entre outros.
A volta de um clássico
A eterna abordagem dos estilistas com esta estampa acontece porque as consumidoras de moda pedem, já que o desenho perdeu a conotação de perua que tinha nos anos 1980, para virar um print quase neutro e atemporal no guarda-roupa atual.
O desafio é descobrir variações do mesmo tema para criar novas coleções e trazer frescor para esta estampa.
Mas histórias e tendências mudam, e não podia ser diferente com o animal print
Feras nas passarelas
Nas principais capitais da moda, a padronagem mais clássica divide espaço com as versões atualizadas, feitas em cores vibrantes e materiais com acabamento em brilho, como o vinil, os paetês e o couro.
Tanto nas roupas quanto nos acessórios, a estampa é a garantia de um look atual.
Adote já
· Estampa animal é sexy e bem dosada pode ser curinga em qualquer guarda-roupa
· Em proporção miúda esta estampa não engorda e é boa alternativa para incrementar top, camisa ou blazer. Permitida para as fora do peso ideal.
· Cuidado ao misturar diferentes estampas de animais no mesmo look. A combinação exige know-how. Duas peças na estampa é o suficiente.
· Saias, calças, shorts, legging, bermudas e vestidos nesta estampa podem ser curingas.
· Evite usar estampas animais sobre quadris ou busto volumoso. Vira seta, pois estas padronagens aumentam os volumes do corpo.
· Prefira estampas animais em tecidos leves e com bom movimento ou do tipo jérsei.
· O look “bicho total” é perigoso. Veste bem só quem é longilínea (vestidos, conjuntos, macacão), ou exótica, acompanhado de acessório em cor lisa.
· Quem se considera acima do peso para vestir estampados, pode detalhar golas, punhos ou usar cintos ou outros acessórios look animal.
· Acessórios nesta estampa nunca saem de moda e traz humor a roupa séria.
· Um sapato, uma bolsa, uma t-shirt, uma echarpe, bijuteria ou estola estampa animal atualiza sempre. Mas evite usa-los todos juntos para não arranhar o look.
· No trabalho cautela com os animais. Use no máximo top ou camisa sobre um terninho. Sinal verde para os acessórios.
· Combine estampas animais com peças lisas e cores neutras.
Guia do animal print
Leopardo, tigre e onça
Se mantém unânime entre as mulheres que investem na padronagem animal.
Com pegada sexy, é companheira desde os looks casuais até peças mais elaboradas.
Cobra
As cobras oferecem maior variedade de combinações por terem diferentes tipos de peles – que aparecem em peças inteiras ou em detalhes.
Cobra segue a regra da onça, mas é possível aderir sem medo.
Dálmata
De uma certa forma é uma espécie de poá, menos agressivo, com menos chance de ficar vulgar.
Zebra
A estampa zebra em geral é grande e combina bem com neutros e também com cores fortes.

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