Artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore apresenta livro e documentário média metragem homônimos “Anni Venti” , no Museu do Amanhã, no dia 13 de abril, às 16h, com o apoio institucional do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro “Anni Venti” é um recorte inédito de textos, anotações e reflexões escritas pelo próprio artista durante vinte anos de criação
O artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore, que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Sant’Elia Fiumerapido, na Itália, apresenta o livro e o documentário média metragem “Anni Venti” , que revelam os processos e os contextos de seu trabalho e suas obras ao longo de 20 anos de trajetória artística. Segundo o Instituto Italiano de Cultura Rio de Janeiro, a publicação reúne anotações, notas e observações pessoais, nascidas próximas aos processos criativos e não destinadas à publicação. É justamente essa natureza original e não mediada que torna ‘Anni Venti’ um projeto particularmente intenso: não uma reconstrução externa da trajetória do artista, mas um acesso direto ao pensamento em busca de forma. Por muito tempo, a prática de Lucio Salvatore se desenvolveu longe da lógica da visibilidade mediada. Seu trabalho circulou por meio de exposições, residências e eventos, sem ser acompanhado por uma narrativa explícita ou um sistema de comunicação coordenado. “Anni Venti” marca um passo decisivo nessa trajetória, introduzindo uma forma inicial de exposição, abrindo caminho para uma conversa mais ampla e consciente com o público. Em diálogo com o documentário homônimo, que reúne fragmentos de imagens filmadas em tempo real que sobreviveram à perda de material documental do arquivo da artista, “Anni Venti” é um convite a participar de um processo de pesquisa vivo e atual. Entre as séries e exposições em destaque, estão o projeto “Defeito de Identidade” , exibido pela primeira vez em 2025 em Brasília e São Paulo, com pinturas que investigam as políticas de identidade, migração e deslocamento, confrontando as forças que moldam as percepções de pertencimento e exclusão. A exposição individual “Fluxo Gênico” (2022), no Museu do Meio Ambiente, Rio de Janeiro, surgiu como um gesto de resistência à tentativa de transformar o Museu em um hotel de luxo pelo então Ministro Ricardo Salles. Seu acontecimento abriu caminho para a criação do novo Museu do Jardim Botânico.
A exposição “Campo” (MNBA, 2021) foi um projeto de ativação para transformar o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro em um hospital de campanha para realizar testes para o vírus SARS-CoV-2, disponibilizados gratuitamente para a comunidade local. Já “Artemide” (2021), na Igreja de Santa Maria Maggiore, do Século XIII, em Sant’Elia Fiumerado, ofereceu uma experiência histórico-espiritual, uma oportunidade de meditar sobre a força de sobrevivência dos ancestrais identificados com os preciosos afrescos do século XIII que resistiram ao tempo, ao abandono, à guerra e à pilhagem. O título da exposição é o nome da obra “Artemide”, um mosaico representando uma ícone feito com pedaços de papelão de embalagem da marca Artemide. Central na história de Salvatore foi sua a exposição individual “Metalementi” (2017-2018) curada por Fernando Cocchiarale, no Museu de Arte Moderna (MAM) Rio de Janeiro, para as comemorações de 70 anos da instituição. Essa mostra representa o elo entre os primeiros trabalhos, como as “Combustőes” , e os mais conceituais, como “Post-ar” , “Autoesquemas” e o “Quadrado preto” , abrindo caminhos as pesquisas sucessivas A exposição “Parque Lage” ocupou o Palazzo Pamphilj, sede da embaixada Brasileira em Roma, que, caso raro, concedeu contemporaneamente a Galeria Portinari e a Galeria Cortona para que Salvatore pudesse mostrar uma importante seleção de trabalhos desenvolvidos durantes os anos de frequentação e influência determinante da Escola de Artes Visuais Parque Lage. Em 2016, na individual “Arte Capital” , no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro e, sucessivamente, na feira ArtRio, o artista apresentou pela primeira vez ao público a reconhecida série “Price Fields” , com obras realizadas com etiquetas de preço e cujo valor correspondia a soma dos preços indicados sobre as etiquetas. Em 2015, na exposição “Fragmento” , no Centro Cultural Correios, o artista provoca reflexão sobre os “Jogos de Arte” , obras participativas e outras que se tornaram icônicas, como “Post_a
A exposição “Campo” (MNBA, 2021) foi um projeto de ativação para transformar o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro em um hospital de campanha para realizar testes para o vírus SARS-CoV-2, disponibilizados gratuitamente para a comunidade local. Já “Artemide” (2021), na Igreja de Santa Maria Maggiore, do Século XIII, em Sant’Elia Fiumerado, ofereceu uma experiência histórico-espiritual, uma oportunidade de meditar sobre a força de sobrevivência dos ancestrais identificados com os preciosos afrescos do século XIII que resistiram ao tempo, ao abandono, à guerra e à pilhagem. O título da exposição é o nome da obra “Artemide”, um mosaico representando uma ícone feito com pedaços de papelão de embalagem da marca Artemide. Central na história de Salvatore foi sua a exposição individual “Metalementi” (2017-2018) curada por Fernando Cocchiarale, no Museu de Arte Moderna (MAM) Rio de Janeiro, para as comemorações de 70 anos da instituição. Essa mostra representa o elo entre os primeiros trabalhos, como as “Combustőes” , e os mais conceituais, como “Post-ar” , “Autoesquemas” e o “Quadrado preto” , abrindo caminhos as pesquisas sucessivas A exposição “Parque Lage” ocupou o Palazzo Pamphilj, sede da embaixada Brasileira em Roma, que, caso raro, concedeu contemporaneamente a Galeria Portinari e a Galeria Cortona para que Salvatore pudesse mostrar uma importante seleção de trabalhos desenvolvidos durantes os anos de frequentação e influência determinante da Escola de Artes Visuais Parque Lage. Em 2016, na individual “Arte Capital” , no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro e, sucessivamente, na feira ArtRio, o artista apresentou pela primeira vez ao público a reconhecida série “Price Fields” , com obras realizadas com etiquetas de preço e cujo valor correspondia a soma dos preços indicados sobre as etiquetas. Em 2015, na exposição “Fragmento” , no Centro Cultural Correios, o artista provoca reflexão sobre os “Jogos de Arte” , obras participativas e outras que se tornaram icônicas, como “Post_ar” , as caixas de ar enviadas pelos Correio que foram taxadas pela Receita Federal brasileira. No Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia MuBe de São Paulo (2011) e no Centro Cultural Correios (2010), Salvatore apresentou seu projeto que continua evoluindo, “O ponto de vista da vida após a morte” , uma série de retratos realizados com o próprio sangue dos retratados, espécime que o artista classifica conforme as autodeclarações dos retratados.
Mais sobre o artista Lucio Salvatore em frente ao MAM Lucio Salvatore (1975) é um artista ítalo-brasileiro que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e a Itália. Nascido e criado em Sant’Elia Fiumerapido, no sul da Itália, estudou em Milão, onde cursou economia e filosofia. Em 1999, chegou ao Rio de Janeiro pela primeira vez. Nos anos seguintes, sua carreira se desenvolveu entre o Brasil e Nova York, onde explorou a fotografia. No Rio, frequentou a Escola de Artes Visuais Parque Lage. Sua pesquisa parte da condição de estrangeiro, entendida não apenas como um fato biográfico, mas como uma posição de cruzamento, deslocamento e redefinição contínua do olhar. Dessa perspectiva, emerge uma obra que conecta o pensamento abstrato e as narrativas históricas, questionando as maneiras pelas quais a memória, o território, a matéria e a experiência sensorial moldam presenças instáveis, identidades em transição e sistemas de pertencimento que nunca são definitivos. Influenciado por questões ecológicas, políticas e culturais, seus trabalhos exploram o tempo e as fronteiras não como simples temas, mas como princípios ativos de pesquisa.
É nesse espaço que a obra emerge como um lugar de síntese entre percepção e intuição, entre a dimensão sensorial e a construção conceitual, dando origem a formas que se deslocam, se transformam e migram de uma obra para outra.
Seus trabalhos estão presentes em importantes coleções públicas, incluindo o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, o Museu do Meio Ambiente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Exposições individuais selecionadas 2025 Difetto d’Identità, Galeria Karla Osorio, Brasilia 2023 Buriti, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro 2022 Intermezzo, Theatro Municipal Rio de Janeiro Fluxo Gênico, Museu do Meio Ambiente, Jardim Botânico, Rio de Janeiro 2021 Artemide, Chiesa di Santa Maria Maggiore (Sec XII), Sant’Elia Fiumerapido Campo, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro MNBA 2019 Black Square, Space Gallery Soho, New York 2018 Metaelementi, Museu de Arte Moderna, MAM Rio de Janeiro Controvalori, Martha Pagy gallery, Rio de Janeiro 2017 Parque Lage, Palazzo Pamphilj, Roma 2016 Arte Capital, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro 2015 Fragmento, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro 2011 Untitled, Museu Brasileiro de Escultura e Meio Ambiente, MuBE São Paulo 2010 Untitled, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro Eros = Physis, Galeria Arte em Dobro, Rio de Janeiro 2009 Studio, Openhouse Gallery, New York Untitled, Space SBH, Saint Barthelemy 2008 Dell’Origine, Superstudio, Milano Untitled, Teatro Romano, Cassino Inserzione Ambientale, Jardim Botanico, Rio de Janeiro Exposições coletivas selecionadas 2025 Adiar o Fim do Mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro 2023 Amazônia, Agora, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro 2021 Brasil! Galleria Portinari, Palazzo Pamphilj, Roma 2020 Some People, Museo Fico, Torino 2019 Winter Show, Space Gallery Soho, New York City 2018 Videoarte agora videoarte, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro 2015 Quinta Mostra, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro 2014 Coletiva 2014, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro.
Fotos Vera Donato






















