Cultura

Site brasileiro “Cultura do Resto do Mundo” conquista repercussão internacional

12 nov 2020 • por Nina Kauffmann • 0 Comentários

Em grande parte, nosso “ócio cultural” consome o melhor das produções artísticas da cena mainstream, buscando a garantia de um padrão de qualidade. O hábito sempre leva ao mais fácil, receio de perder tempo com o que possa não valer a pena. É evidente nossa acomodada atitude diante da música, literatura, artes plásticas, teatro, dança e cinema, sempre vindos dos mesmos países que nos impuseram um imaginário na intensa frequência de suas produções. É hora de não apenas aceitar, mas descobrir o novo. 

A Internet permite que as pessoas, independentemente de onde morem ou estejam em qualquer lugar da Terra, viajem para muito além do que o seu lugar oferece. É possível visitar um país novo a cada dia ou andar virtualmente por metrópoles dos sete continentes. Ou, ainda melhor, imergir em outras vidas pela maneira mais lúdica. Seja dentro ou fora de casa, é possível experimentar diferentes existências, até mesmo em distintas línguas. E absorver: a Cultura do Resto do Mundo. 

Felipe Viveiros, desde pequeno, absorveu cultura, antes mesmo da educação. Cresceu com literatura, artes plásticas, teatro, dança, cinema e música. Vivenciou culturas de vários países, descobriu talentos que fogem ao lugar comum. Sua graduação em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), extensão universitária em Comunicação Empresarial pela Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e mestrado em Relações Internacionais e Organização Internacional pela Universidade de Groningen (Holanda) fundamentam-se em Comunicação e Artes. Além disso, embora com 27 anos, já morou na Espanha, Inglaterra, Suíça e Holanda, estudou e é fluente em cinco idiomas, tendo visitado 45 países. Em todos eles pesquisou sobre música e cinema. Quando voltava de cada viagem, sempre trazia CDs e DVDs. Muito antes do Spotify e Netflix, já ouvia e assistia bandas e filmes de todos os continentes. 

Segundo Felipe, “Cultura do Resto do Mundo pretende uma ruptura com os padrões mais conhecidos, consumidos por nós por hábito e preguiça de buscar o novo. A ideia é criar um movimento cultural digital, oferecendo o que acontece em diferentes países dos sete continentes”. 

Felipe é o criador, redator e editor do site. Além dele, conta com a suíça Viviane Seeger, graduada em Linguística pela Universidade de Berna (Suíça) e mestre em Mídia e Relações Públicas pela Universidade Leicester (Inglaterra), que faz a produção de arte e também responde pela parte técnica e analítica do site. 

A PROPOSTA 
Quando alguém conectado em cultura busca o que não é “mais do mesmo”, sendo capaz de curtir arte fora do modelo convencional, então quer o novo e gosta de descobrir músicas, filmes e séries. Tudo isso é, literalmente, garimpado todos os dias pela revista digital, que está levando ao conhecimento do público brasileiro muitas novidades internacionais. Promovendo, de modo lúdico e prazeroso, diplomacia cultural. 

No site www.culturadorestodomundo.com , revista online dedicada à indústria criativa e de entretenimento em todos os continentes, é possível encontrar: artigo exclusivo toda quarta-feira (postado às 12h); vídeos, trailers e clipes; seleções de filmes e séries; top hits personalizados; dicas de bandas; curiosidades, quizzes e posts interativos diários no Instagram; e playlists atualizadas, toda semana, no Spotify. Há, também, duas editorias interessantes: “Pauta do Momento”, que propõe temas que espelham os acontecimentos em destaque no noticiário internacional; e “RestoSpectiva”, um balanço mensal veiculado apenas nas mídias sociais, com os artigos publicados a cada semana, ideal para quem acaba de conhecer o projeto. Sem falar, por fim, da permanente divulgação de festivais de música e de cinema realizados em todo o Planeta. 

Os leitores podem rodar pelo mundo nas publicações segmentadas por temas ou pelo mapa interativo, no qual, clicando sobre o continente escolhido, embarcarão a um destino, em viagem pela música ou pelo cinema. 

AUDIÊNCIA 
Desde a criação da revista online Cultura do Resto do Mundo, de 08 de junho de 2020 a 10 de outubro de 2020, em apenas três meses o site já registra mais de 8.700 visualizações de página, 3.100 sessões, 1.700 usuários (sendo 1.394 só no Brasil), com visitantes de 42 países nos sete continentes do Planeta. 

REPERCUSSÃO NACIONAL E INTERNACIONAL
Felipe Viveiros tomou a iniciativa de traduzir e enviar seus artigos aos músicos, artistas e produtores focados nos textos do site. Seus textos vão muito além de apenas resenhar bandas e filmes. Discutem os conteúdos das letras e das tramas dos filmes, oferecendo background histórico, político, econômico, social e cultural para que o leitor entenda cada país em pauta. Para se ter uma ideia, até outras páginas culturais aqui no País já manifestaram publicamente seu respeito e aplauso ao site. 

Exemplo disso é o perfil no Instagram sobre cinema, “PluriCine”, editado pelo psicólogo Daniel Corcino, que assim define o Cultura do Resto do Mundo: “Felipe Viveiros realiza um trabalho ímpar de trazer expressões culturais de todos os continentes. Essa revista online é extremamente instigante por nos fazer sair dos polos culturais historicamente hegemônicos, nos fazendo conhecer grupos musicais, filmes e séries de muitos países!”. 

Luiza Adas, relações públicas, fundadora do conhecido Museu do Isolamento (com mais de 95 mil seguidores), cujo perfil no Instagram chama-se “FlorindoLinhas”, aconselhou: “Se vocês gostam de saber sobre a cultura dos diferentes continentes, recomendo que sigam o perfil @culturadorestodomundo, do Felipe Viveiros, que traz um monte de conteúdos bons, que envolvem música, cinema, arte, política (e muito mais) sobre todos os cantos do mundo”. 

Por um inovador conceito de diplomacia cultural, por seu pioneirismo na abordagem dos temas no Brasil e no mundo, o sucesso do site já ultrapassou as fronteiras nacionais, conquistando leitores nos sete continentes. Da Groenlândia (Ártico) à Ilha de Páscoa (Oceania), passando por Guatemala, Cuba e Haiti (América Central e Caribe) e Bósnia (Leste Europeu), incluindo a África do Sul e o Níger (África), Chile (América do Sul), Síria/Israel (Ásia/Oriente Médio) e Nova Zelândia (Oceania). Abaixo, algumas das reações positivas de músicos, atrizes, atores e produtores aos textos do site Cultura do Resto do Mundo: 

GROENLÂNDIA
A banda mais conhecida da Groenlândia, Nanook, republicou o artigo da Cultura do Resto do Mundo na página oficial do grupo musical no Facebook, fazendo com que o site, no mês de sua inauguração (julho/2020), atingisse 640 sessões. “O projeto soa muito interessante”, disse Christian Kjærholm Elsner, guitarrista do grupo, em contato permanente via e-mail com o site. 

ÁFRICA DO SUL
A atriz sul-africana Terry Pheto, que interpreta Miriam em “Tsotsi”, filme vencedor do Oscar, manifestou apoio e curtiu o post sobre o filme no Instagram. 

NOVA ZELÂNDIA
A Comissão de Cinema da Nova Zelândia, bem como as agências governamentais neozelandesas NZ on Air e Te Māngai Pāho, elogiaram o artigo sobre o filme “BOY”, via e-mail. A Comissão de Cinema, órgão governamental do país, comentou: “Que artigo fantástico!”. 

CHILE
A produtora Fabula, do Chile, que realizou o filme “Una Mujer Fantástica”, ganhador do Oscar, elogiou o projeto e difundiu o artigo sobre o longa no país sul-americano. Para a diretora de Desenvolvimento Corporativo da produtora cinematográfica, Paulina Palacios Miller: “Recebemos suas palavras com muita emoção, agradecemos seu interesse e, evidentemente, a promoção com objetivos que vão além dos culturais de nosso maravilhoso filme. Faremos o possível para divulgar sua publicação sobre nós”. 

BÓSNIA
A maior banda dos Bálcãs, Dubioza Koletiv, elogiou o artigo sobre o grupo publicado na revista digital. Almir Hasanbegović, o vocalista, curtiu os posts sobre o grupo no Instagram e Jernej Šavel, o guitarrista, está em contato com o projeto por mensagens. “Muito obrigado! Lemos versão em inglês. Grande artigo!”, escreveram seus integrantes.

GUATEMALA
O diretor guatemalteco Jayro Bustamante, do filme “Ixcanul”, vencedor do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Alemanha), curtiu os posts sobre o filme no Instagram e no Facebook. 

A premiada produtora guatemalteca de filmes, La Casa de Producción, compartilhou e recomendou o artigo “Aos pés do vulcão”, de Felipe Viveiros. O post da produtora pode ser visto no perfil @ixcanulmovie no Instagram e no Facebook. 

HAITI
A atriz haitiana Kettly Noëll, que interpreta Zabou no filme “Timbuktu”, indicado ao Oscar, manifestou apoio em curtidas e comentários no Instagram. Ao ler o artigo, a atriz expressou: “Uaaaaaau! Aplausos!!!” 

CUBA
O ator cubano Armando Valdes Freire, que interpreta Chala em “Uma Escola em Havana”, lê os artigos da revista online, segue a página no Instagram e está em constante contato por mensagens diretas. Disse Valdes em sua mensagem: “A honra é minha. Obrigado por fazer um trabalho que ajuda a promover e dar conhecimento ao que realizamos. Conte comigo para o que precisar”. 

SÍRIA / ISRAEL (das ocupadas Colinas de Golan)
A banda de roots rock TootArd, sem nacionalidade no momento devido ao conflito árabe-israelense e que atua nas ocupadas Colinas de Golan, enviou espontaneamente mensagem ao editor do site: “Muito obrigado! Agradecemos muito a recomendação de nossa banda no seu site.” 

ILHA DE PÁSCOA
Maior banda da Ilha de Páscoa, Amahiro, elogiou o artigo sobre música rapa nui e a qualidade da revista digital. Seus membros curtem os posts, seguem a página no Instagram/Facebook e estão em constante contato. O guitarrista e vocalista, Mario “Ama” Tuki, após ler o artigo, tomou a iniciativa de contatar o site: “Saudações desde Rapa Nui. Gostaria de falar com você pelo seu trabalho e promoção da música contemporânea da Ilha da Páscoa. É muito interessante ver um meio de comunicação fora da ilha, falando com tanta sabedoria de nossa cena local. Lemos e compartilharemos. Será uma honra trabalharmos juntos.” Recentemente, Mario Tuki propôs projeto de intercâmbio cultural entre a Ilha de Páscoa e o Brasil, via o site Cultura do Resto do Mundo. 

A produtora de eventos Rapa Nui Arts & Artists, empresa que atua na Ilha da Páscoa promovendo intercâmbio cultural entre os artistas nativos e os do Exterior, assim se manifestou em suas redes sociais: “Estamos fazendo uma nova aliança com a Cultura do Resto do Mundo, revista online com base no Brasil que revela culturas locais de todo o globo, integrando um olhar mais íntimo que aborda, em profundidade, realidades pouco conhecidas de cada destino. Sem dúvida, uma vitrina que permitirá promover o movimento musical de Rapa Nui no gigante latino-americano, aproximando os dois povos mediante um intercâmbio cultural e profissional entre as duas indústrias.” Além dessa menção de diplomacia cultural, a produtora recomendou o artigo de Felipe Viveiros, “Gigantes de Pedra” dedicado à cena musical da Ilha de Páscoa. 

Outro músico e ativista cultural da ilha, Yoyo Tuki, também está seguindo a Cultura do Resto do Mundo nas redes sociais. E enviou a seguinte mensagem: “¡Māuru-uru!, Felipe.” Māuru-uru significa muito obrigado em rapa nui. E Tuki completou: “Vou compartilhar imediatamente o seu artigo em minhas redes sociais.” 

NÍGER
A banda de blues tuaregue Dag Tenere curtiu os posts sobre o artigo “O blues do Deserto”, veiculado no site. Por conta própria entraram em contato com o autor e editor do site, Felipe Viveiros, e disseram “Muito obrigado!!! Nós apreciamos muito sua atitude, e estamos trabalhando em mais um álbum que será lançado em breve.” E, demonstrando muita simpatia, escreveram “Muito obrigado!” em Português. 

Diante de tantos fatores que limitam a atividade cultural no Brasil – especialmente os educacionais, políticos e econômicos -, uma inciativa como esta, de um site destinado a pesquisar, comentar e divulgar arte internacional à luz de aspectos antropológicos, com modernidade de linguagem, representa a oportunidade de milhões de brasileiros terem acesso grátis ao que produz a criatividade dos artistas de todos os sete continentes. Um projeto que atende aos interesses dos produtores culturais e da sociedade. 

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