Cultura

O suingue sangue bom da pioneira do Pop

29 jul 2019 • por Nina Kauffmann • 0 Comentários

A cantora Fernanda Abreu é a próxima convidada da série Depoimentos para Posteridade

Quando a dance music e o pop ainda eram novidades no Brasil, uma jovem cantora e bailarina da classe média carioca já estava munida de samplers e batidas eletrônicas, antenada nas mudanças do mundo da música. Esse pioneirismo virou marca da carreira da cantora, compositora e dançarina Fernanda Abreu, a convidada de julho da série Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

O evento acontece na tarde do dia 31 de julho (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV. Na mesa de entrevistadores estarão Cristina Amadeo (atriz e bailarina), Fausto Fawcett (cantor, compositor e músico), Felipe Abreu (produtor vocal e professor de canto) e Luiz Stein (artista plástico e designer). Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

A ‘suingue sangue bom’ Fernanda Abreu nasceu em 1961 e cresceu no Jardim Botânico, em família de classe média. Estudou em colégio público e aos 9 anos deu seus primeiros passos como bailarina, carreira que seguiria por 10 anos. Já nos anos de 1980, depois das primeiras incursões no mundo da música, integrou a mitológica Blitz, revolucionando o rock brasileiro com estéticas extravagantes e futuristas, acompanhada entre outros de Evandro Mesquita e Márcia Bulcão.

Após milhares de álbuns vendidos e sucesso nacional imediato, a Blitz se desfez em 1986, possibilitando que Fernanda incrementasse ainda mais suas qualidades como artista: passou a fazer aulas de violão e de canto, além de desenvolver parcerias com artistas como Hermano Vianna e Fausto Fawcet. Desse esforço, quatro anos depois, em 1990, surgiu seu primeiro trabalho solo, ‘SLA Radical Dance Disco Club’. O som eletrônico pop e dançante apresentado pelo trabalho – e reforçado pela coreografia – foi um marco no mercado nacional por conta do seu ineditismo e o álbum vendeu mais de 260 mil cópias.

A partir daí foram vários hits, como “Rio 40 Graus”, “Veneno da Lata”, “Kátia Flavia” e “Baile da pesada”. A junção do R&B, funk e letras do cotidiano suburbano fizeram sucesso em todo o país e confirmaram Fernanda como uma das principais cantoras do país. Em 2004 abriu seu próprio estúdio, Garota Sangue Bom Records, e atualmente, prestes a completar quatro décadas de carreira, trabalha o último disco, “Amor Geral”, de 2016.

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