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Verão no Hemisfério Norte vai ser do algodão Por Xico Gonçalves
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Destaques, Moda

Marcas influentes como Off White colocaram o algodão em uma cena sofisticada para o verão 2019/20.
Apesar que o algodão nunca sai de moda.
Basta os termômetros marcarem calor que o tecido é um bálsamo para um visual refrescante.
O algodão é a mais importante das fibras têxteis, naturais ou artificiais
Pouca gente sabe que a popularização do fio de algodão deve muito a cantora e atriz Doris Day, a loira que cantava “Que será, será” no filme de Hitchcock.
Foi ela quem fez o algodão virar tecido modal.
Os Estados Unidos nos anos 1950 eram um dos maiores produtores de algodão do mundo.
Porém, o tecido era mais usado pelas camadas pobres por não ter uma história de sofisticação, já que era o pano que cobria o corpo dos escravos.
Em um acerto milionário com o estúdio Universal, Doris Day, a “mais querida atriz” eleita pelo povo americano da época, serviu de manequim para fazer o marketing de transformação da imagem do algodão.
Os figurinistas dos estúdios acostumados a alfinetar tecidos preciosos tiveram que criar até vestidos de festa nesta fibra, na intenção de dar status ao tecido.
Graças a Doris Day o algodão xadrez virou uma super tendência em todo mundo, fazendo com que Brigite Bardot casasse com um vestido de algodão na estampa “vichy” -aquele xadrezinho de cantina italiana, que saiu das mesas para vestir as chiques.
Vendo os filmes de Doris Day nos dias atuais, é possível avaliar a versatilidade deste pano nos fantásticos looks criados para ela pelos desenhistas do estúdio.

TECIDO COM A CARA DO BRASIL
O que seria do verão brasileiro sem os tecidos de algodão?
Praticamente toda a moda para o calor no Brasil é feita neste tecido.
E esta é uma planta nativa do país.
Quando os portugueses em 1653 descobriram algodão selvagem no Maranhão o pano se tornou uma espécie de moeda circulante da época.
As flores do algodão têm vida curtíssima-cerca de 12 horas apenas e a colheita deve ser imediata.
Os elementos que a compõem, celulose, água e gordura, é que constituem a fibra de algodão.
A história do algodão começou na Índia, 15 séculos antes da era cristã, competindo com cânhamo e o linho na fabricação de tecidos.
Da Índia a cultura do algodão passou para a China, onde era chamado de “Tai Yang Zhi Zi” – “Filho do sol”, já que a planta necessita de muito sol para assegurar a resistência de suas fibras.
O algodão foi introduzido na Europa no século 4 a.C. por Alexandre da Macedônia.
Os árabes já haviam plantado algodão no século 9 a.C. e os espanhóis encontraram grandes plantações nas Antilhas, no México e no Peru, feitas por Astecas e Incas.
Nos EUA, ainda colônia inglesa, o algodão já tinha tradição desde o século 16 e se tornou de grande importância econômica para o país.
A Inglaterra, na região de Liverpool e Manchester, liderou o comércio e a produção do algodão no século 18 e 19 (Manchester foi conhecida como “Cottonopólis”) e posteriormente os EUA passaram a produzir e exportar 2/3 do algodão utilizado em todos os produtos fabricados com a fibra.
Depois da Segunda Guerra Mundial a demanda mundial por algodão aumentou muito.
No ano de 1960 a produção e o consumo mundial triplicou e nunca mais parou de crescer.

OS MAIS SOFISTICADOS
ALGODÃO EGÍPCIO
É considerado o mais fino e de melhor qualidade do mundo.
Sua característica é possuir fibras longas e extralongas, macias, mas resistentes.
Artigos feitos com algodão egípcio é sinônimo de sofisticação e também de preços mais caros.
Apesar de ser plantado também em outras regiões (Estados Unidos, México, Rússia e Uzbequistão) o Egito ainda continua sendo um dos principais países produtores de algodão do mundo, com duas variedades: o mako, de cor amarelada, do alto Egito e o karnak, branco, do baixo Egito.
A colheita no Egito é manual assegurando que a fibra permaneça intacta, assegurando alta qualidade.
ALGODÃO SEA ISLAND
Derivado do algodão egípcio que se desenvolve bem nas ilhas localizadas no sudeste dos Estados Unidos e nas ilhas Ocidentais, como Barbados.
As chamadas Sea Islands formam uma cadeia de mais de cem pequeninas ilhas da costa Atlântica da Carolina do Sul, Geórgia e norte da Flórida.
As flores amarelas com sementes pretas produzem fibras brancas, lustrosas, sedosas e mais longas que as de qualquer outro tipo de algodão, o que permite a fiação de fios extremamente finos com a leveza e a maciez semelhante ao mais fino cashemere.
O sea island é o mais caro dos algodões e representa apenas 0,0004% da produção mundial.
O melhor dos algodoes é colhido manualmente para resguardar a pureza e uma organização especializada inspeciona cada quilo de algodão produzido no local, liberando-o com certificado de qualidade.
A Rainha Vitória, da Inglaterra só usava lenços em algodão sea island e Eduardo VIII, o Duque de Windsor só vestia este tipo de algodão.
Apenas grifes de altíssima qualidade trabalham com algodão sea island.

ALGODÃO NATURALMENTE COLORIDO
Desde 4500 a.C., incas e outros povos antigos da América, assim como da África e da Austrália, já utilizavam o algodão colorido, principalmente na tonalidade marrom.
A crescente demanda por produtos ecologicamente corretos gerou interesse por esta cultura milenar e o algodão já nasce colorido (evitando os poluidores processos de tintura) em tons de marrom, verde e amarelo cla

American actor Doris Day poses on a red Schwinn bicycle, late 1950s. (Photo by Hulton Archive/Getty Images)

08
abr
2019