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Toque de Veludo por Xico Gonçalves
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Destaques, Moda

Desde que Karl Lagerfeld, inspirado na cultura bizantina desenvolveu a coleção Resort 2011 para a Chanel, que o veludo retornou ao foco da moda.
O charme aristocrata do veludo tem um porquê.
O tecido é um dos mais antigos do mundo, criado no Oriente e popularizado na Europa, no início do século XVIII, sempre associado à imagem de riqueza e de sofisticação.
O veludo surgiu na Índia, feito em teares manuais a partir da fibra da seda. Depois, passou também a ser produzido na Itália, onde as fábricas de Veneza, Florença, Gênova e Milão ganharam fama mundial.
A origem do nome vem do latim “vellus”, que significa “pelo” ou “pelo em tufos”.
Dois séculos depois do seu surgimento, o rei inglês Henry IV proibiu pessoas que não fossem nobres de usar o tecido.
Sinônimo de luxo e extravagância, o veludo entrou em cena nas últimas temporadas em grifes influentes como Valentino, Gucci e Givenchy e até no fast fashion.
Comercializado desde o século 14, o tecido vestiu a nobreza europeia e sempre foi relacionado a aristocracia.
Porém, no século XX essa situação foi revertida.
Na década de 1970, com o movimento da contracultura, o veludo foi popularizado, passando a ser usado em saias e calças.
No séc. XIX o veludo era tecido em seda, mas a descoberta do acetato e do rayon popularizaram o tecido.

TIPOS DE VELUDO
Cordado, cotelê ou corduroi
• A base pode ser de algodão ou sintético como o poliéster ou o raiom e ainda ter elastano na composição.
• Com trama felpuda, é cortado de forma a produzir riscas verticais, que podem ser fininhas ou largas.
• Os mais pesados podem atualizar todos os básicos. Calças, jaquetas, terninhos, saias, macacões, paletós, mantôs e modelagens estilo jeans.
• Cotelês leves dão charme a camisas e vestidos.
• Permite o uso em qualquer estação.

Devorê
• O devorê é uma qualidade sofisticada de veludo com um padrão de estampa corroída com aplicação de pasta química que “devora” a parte aveludada, formando desenhos em relevo sobre a tela semitransparente.
• Use em vestidos, pantalonas ou blusas festivas. Para assumir certas transparências que o tecido provoca, é preciso estar enxuta de corpo.
• Evite detalhes e modelagens complicadas. O tecido já é um luxo.

Molhado, chifon ou cristal
• A fibra desse material é prensada em várias direções, resultando em uma aparência cintilante, como se o veludo estivesse molhado.
• Macio e flexível foi sucesso absoluto nos roqueiros da geração Woodstock.
• Use em vestidos, calças amplas ou justas e blusas.
• Evite modelagens coladas ao corpo, especialmente nos quadris acima do manequim 44.
• O brilho engorda. Ao criar nuanças acaba destacando os volumes.
• Sexy e sedutor quando usado á noite, mas é chique também usar de dia.

Liso, Alemão ou tipo Alemão
• Feito de seda ou de algodão. De aspecto sofisticado, perfeito para festas.
• Liso e mais encorpado tem brilho discreto e bom caimento.
• Pode ser usado em pequenas peças durante o dia (inclusive em acessórios).
• A noite é tecido solução para os vestidos e paletós de inverno.
• Apesar de não aquecer o corpo, cria a idéia de proteção ao frio.

Veludo stretch
• Composição feita com o elastano na medida ideal para roupas ajustadas. Permitido da academia até na hora dos embalos. Proporciona conforto e maior aderência.
• Ideal para qualquer clima, nos biquínis e nas roupas de outono inverno.

Atenção
A grande maioria dos veludos tem “pé”. “Pé” significa o sentido que o veludo está tecido. Na hora de cortar uma peça em veludo é fundamental
obedecer ao sentido dos pêlos para evitar a diferença irreparável de tonalidades nas costuras.

Manutenção
• Ao lavar, secar e passar manuseie com a peça virada pelo avesso.
• Use sabão neutro e não torça, deixando escorrer o excesso de água.
• Seque a sombra e passe com o ferro, a 150°, protegendo com um pano e cuidando para não achatar os pêlos.
• Peças em veludo fabricadas com algodão podem ser lavadas com água e até na máquina.
Composições com viscose e polyester exigem mais cuidados. O ideal é um serviço profissional.
Muito cuidado com o ferro de passar roupas. Veludos delicados, como o alemão e molhado queimam fácil, sendo impossível a recuperação da mancha.
Nestas qualidades mais sofisticadas só use vapor, sem jamais encostar a chapa quente no tecido.

Proteção de luxo
Um paletó, estola ou casaco de veludo são peças confortáveis e abrigo para termômetros baixos em dia de festa.
O veludo preto é curinga para qualquer roupa, mesmo as mais luxuosas.

Overdose de sucesso
No passado o veludo foi alto luxo. Na Idade Média era exclusividade nos mantos de reis e rainhas e até meados do século XX era usado para suntuosas roupas de festa. No início dos anos 1970 passou a compor looks transados para o dia.
No inverno o veludo pode ser usado de manhã á noite conjugados com todos os itens da estação.
Roupas de veludo combinam com acessórios em camurça, cetim ou napa.
Se os acessórios são em veludo, opte por roupas em tecidos lisos e foscos.

01
jul
2019