Moda

PROTETOR SOLAR

29 nov 2019 • por Xico Gonçalves • 0 Comentários

O verão tem tudo a ver com chapéus. 

Protege, enfeita e esconde os dias de cabelos em desalinho

Nas coleções internacionais atuais apareceram chapéus de todos tamanhos, desde os de abas gigantes até as modernas modelagens chamadas de balde (bucket hats), por lembrar o formato do utensílio.

Agora que o sol começa a brilhar novamente, chapéus são chiques e a melhor maneira de se proteger contra raios nocivos do sol com uma boa dose de charme.

MUDANÇA NO VISUAL

Chapéus são assessórios fundamentais para desfilar na praia e em locais ensolarados.

Além de proteger o rosto e os cabelos da fúria do sol, ainda emprestam um toque diferente em qualquer visual. 

Até mesmo um chapéu de tecido promove mudanças.   

Os chapéus voltaram a cena na maioria das coleções para o verão 2020/ 21.

Porém é preciso alguns cuidados ao adotá-los. 

Quem portar um tem que ter estilo, ser criativo e se sentir bem, porque é um acessório diferente. 

Para escolher o modelo adequado, é preciso observar o tamanho do rosto e a estatura do usuário. 

Tudo precisa ser proporcional. 

Nas regras mais tradicionais o uso é indicado apenas até 18 horas já que teoricamente o chapéu existe para proteger do sol e do vento. 

Também deveria se evitar chapéu em lugar fechado. Sua função é para ser usado em ambientes abertos. Mas como o que é moda não incomoda, o chapéu na versão atual, pode circular até nas baladas noturnas, já que deixou de ser um acessório formal.

ESTILOS

A maioria dos chapéus é feito de pano, mas os materiais mais empregados tradicionalmente são o feltro, obtido do pêlo de animais (coelho, lebre, castor, nútria e carneiro), a palha e o tecido, originando diferentes tipos e qualidades. 

Na categoria das palhas, incluem-se diversas fibras vegetais como a juta, o sisal, a ráfia e o seagrass.

HISTÓRIA 

A palavra chapéu provém do latim antigo “cappa”, “capucho” que significa peça usada para cobrir a cabeça.

As primeiras modalidades de proteção para cabeça surgiram por volta do ano 4.000 a.C. no antigo Egito, na Babilônia e na Grécia quando o uso de faixas na cabeça tinha a finalidade de prender e proteger o cabelo. A faixa estreita colocada em torno da copa dos chapéus da atualidade (a fita ou bandana) é remanescente desse primeiro tipo de proteção para a cabeça.

Mais tarde originaram-se os turbantes, as tiaras e as coroas, usadas por nobres, sacerdotes e guerreiros como símbolo de status social. 

Até hoje chapéus específicos são destinados a pessoas que ocupam determinadas atividades (soldados, marinheiros, eclesiásticos, etc.) como sinal de distinção social ou profissional.

O primeiro chapéu usado foi o “Pétaso”, por volta do ano 2.000 a.C. Tratava-se de um chapéu dotado de copa baixa e abas largas que os gregos faziam uso em suas viagens como uma forma de proteção. Era um tipo prático, ajustável, podendo ser retirado com facilidade, tendo perdurado na Europa por toda a Idade Média.

Na Antiga Roma (por volta do ano 1.000 a.C.), os escravos eram proibidos de usar chapéus. 

Quando libertados passavam a adotar uma espécie de chapéu semelhante ao barrete (boné em forma de cone, com a ponta caída para um lado), em sinal de liberdade. 

Este tipo de modelagem foi revivido durante a Revolução Francesa (final século XVIII), chamado de “bonnet rouge” e se tornou um símbolo do partido republicano durante a República por representar a liberdade. Em 1500 começaram a usar esses capuzes enfeitados com joias e bordados.

Muitos outros tipos de chapéus surgiram até o final do século XVIII, quando apareceram as primeiras Chapelarias (lojas onde se comercializam chapéus), que utilizavam materiais como a palha, o feltro, tecidos e elaborados de forma a combinar com o estilo sofisticado da época.

Depois da década de 1930 e até hoje, os chapéus passaram a ser encarado como um acessório de vestimenta e proteção.

CABEÇA FEITA

Os chapéus já se incorporaram ao nosso dia-a-dia como mais um acessório, competindo ou coordenando com a bijuteria e a bolsa. 

Porém chapéus têm tanto senso de humor quanto formalidade. Pode vestir sublime, ou com qualquer descuido, parecer caricato.

O chapéu não pode esconder o rosto e nem “brigar” com os cabelos por espaço. 

Os cabelos compridos devem ser colocados para trás das orelhas ou preso. Cabelos armados devem ser presos, parcial ou totalmente.

 Acertar o modelo começa na hora da escolha.

·       Em primeiro lugar o tamanho do rosto e do corpo é importante.

·       Rostos graúdos e corpo pesado não combinam com chapeuzinhos pequenos ou gorros e boinas apertados. Caras miúdas somem se o acessório é muito vistoso. Para um perfeito equilíbrio o bom senso e uma boa prova em frente do espelho ainda é a melhor receita.

·       Não tente combinar o chapéu com a roupa. Vai parecer figurino da Rainha da Inglaterra. Eles funcionam melhor como ponto de contraste nas cores ou texturas com o que se veste. 

·       Contraste também com o formato de rosto: formas arredondadas suavizam traços angulosos e os modelos geométricos favorecem o rosto redondo. 

·       Esqueça os chapéus glamorosos das atrizes hollywoodianas. Os anos dourados acabaram. Quanto mais casual o chapéu, melhor o efeito. Nada que pareça ter levado uma hora na frente do espelho, mesmo que este tempo tenha sido gasto. Simplicidade é o recado.

·       A melhor cor vai depender de cada pessoa. Para quem não quer o chapéu como destaque, a cor próxima do tom do cabelo, chama menos atenção e combina com todas as roupas.

·       Os neutros também garantem menor notoriedade: castanhos, cinzas, beges queimados, cores nos tons de pele e das peles (o marrom do Visom, os cinzas e castanhos da raposa ou acinzentados da chinchila) chamam menos atenção.

·       Chapéus com abas ficam melhor em cabelos curtos, médios ou presos. Modelagens sem aba como as boinas podem ser usados com cabelos longos e soltos.

·       A colocação do chapéu é detalhe importante: se estiver muito caído para frente, ele reduz e destaca as feições. Muito para trás, cria um ar despreocupado. Uma ligeira inclinação para o lado deixa o visual mais jovem. 

·       Mulheres que usam óculos podem estabelecer um ponto de atenção nas abas, desviando a atenção da linha dos olhos

 

PARA CADA CABEÇA UMA SENTENÇA

·       Os chapéus de copa baixa e aba reta vestem bem as mulheres que têm rosto fino e longo. 

·       Modelos com copas mais altas, de preferência com aba levantada em um dos lados, ou no estilo masculino criam ângulos para o rosto redondo. 

·       Caras retangulares e quadradas ficam bem com todos os modelos. 

·       Mulheres de rosto largo devem evitar as copas altas. 

·       Abas exageradas são para mulheres altas – baixinhas e graúdas têm que se contentar com abas moderadas, no tamanho adequado ao volume do corpo.

·       Se o rosto é grande, precisa ter um chapéu maior. Um tamanho pequeno fica caricato. 

·       Também é indicado para suavizar o formato do rosto. Rosto anguloso harmoniza com chapéu de formas mais arredondadas na copa. 

·       Um rosto redondo suaviza com formas mais geométricas na copa. 

 

CHAPÉU NA PRAIA

·       Escolha cores discretas ou tostadas e pegue leve nos enfeites. Tons naturais da palha, terrosos, azuis ou tons claros, além da cor do cabelo, são os recomendados.

·       Ao usar chapéu, reduza as bijuterias ao máximo. Óculos escuros e um brinco pequeno são suficientes.

·       Os materiais podem ser palha fina, tecido ou crinol. Um lenço envolvido na copa pode dar um charme extra, mas cuide para que as cores não briguem com as da roupa de banho.

·       Modelos de abas médias e arredondadas combinam com qualquer físico.

·       É preciso tomar cuidado na hora de combinar este acessório com a roupa. Se o chapéu vai ser o destaque, o resto deve ser neutro. Já um modelo de cor neutra pode ganhar roupas mais coloridas. Ou também pode ser tom sobre tom.

·       Loiras e ruivas devem evitar chapéus claros. Morenas e negras podem usar qualquer cor. 

·       Fique longe do preto na praia, que além de esquentar a cabeça, confere um ar muito formal ao visual.

·       Apesar de o chapéu proteger o rosto do sol, o filtro solar continua sendo imprescindível.

 

CHAPÉU NA CIDADE

·       Mulheres altas e magras podem usar todos os modelos, mas as de estatura pequena alongam a silhueta com abas e copas pequenas. Mulheres volumosas harmonizam a silhueta com copa redonda e abas médias.

·       Não é obrigatório tirar o chapéu em ambientes fechados, mas você pode tirá-lo em ambientes onde vai permanecer durante muito tempo, como no trabalho. Só tire o chapéu num ambiente que permita uma “geral” nos cabelos.

·       Ao tirar o chapéu em restaurantes, coloque-o em cima da bolsa. No cinema ou no teatro, conserve-o no colo.

·       Evite chapéus em reuniões de trabalho e a distribuição de beijinhos e abraços com abas incômodas.

PHOTO © 2018 TEAM PETER STIGTER FILENAME IS DESIGNER NAME SPRING/SUMMER 2019
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