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Clássico até embaixo d’àgua Por Xico Gonçalves
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Destaques, Moda, Novidades

O clássico Trench-coat é um casaco de chuva, que protege do frio e da umidade, feito em algodão, gabardine e até em couro e seda pura, com tamanho na altura do joelho ou um pouco maior.
Esta é uma peça que cobre tudo e sempre será elegante indiferente do que está por baixo.
Na França foram batizados de “tapa-miséria”, por cobrir com classe qualquer produção visual comprometedora.
É praticamente um uniforme das parisienses.
E neste inverno com tendências militares, a peça se encaixa como uma luva.
Esta peça foi criada pelo fundador da famosa grife Burberry, que hoje vende as capas de chuva mais sofisticadas do mundo e inicialmente foram desenvolvidas para os soldados da 1ª Guerra Mundial.

Roupa de batalha
Esta é a primeira peça de roupa genderless da história, já que veste com perfeição homens e mulheres.
O legítimo Trench-coat, o casaco de trincheira, foi idealizado pelo alfaiate inglês Thomas Burberry, no Séc. XIX, para que quem o vestisse se tornasse um herói.
O Sr. Burberry elaborou, com estratégia de ataque, uma roupa que além de transmitir um ar de valor e coragem funcionasse como uma verdadeira máquina de guerra, capaz de vencer qualquer dificuldade.
A cor neutra (cáqui, areia ou verde oliva) ajudava a camuflar o soldado no campo de batalha e o tecido de algodão impermeável (desenvolvido por Burberry) o protegia do frio e da chuva, assim como a gola de proteção em lã e os bolsos fundos.
As mangas eram amplas para permitir grandes movimentos.
O cinto largo, com fivela e argolas de meia lua serviam para prender com segurança as granadas e o cantil.
A pala solta no peito e nas costas protegia os ombros do impacto do disparo do fuzil.
A fenda profunda atrás facilitava na hora de montar (ainda se combatia em cavalos).
As dragonas nos ombros mantinham os binóculos e as tiras do punho serviam de apoio para as granadas de mão.
Todos estes detalhes fazem parte da modelagem atual e muitos consumidores não entendem o que significam estas características da modelagem.

O cinema veste a capa
Graças ao cinema e o poder da Burberry, as capas impermeáveis se mantém populares até hoje.
O Trench-coat foi o primeiro caso de marketing da história do cinema.
No filme “Casablanca”, Humphrey Bogart aumentou os lucros do estúdio ao usar um.
Batizado de “21″ pela Burberry, o ator usou uma Burberry com muito charme, mesmo em um lugar de clima quente como Casablanca, e lançou uma das modas mais duradouras deste século, definindo o perfil de personagem que mistura capa de chuva, mistério, poder e sedução.
Outra participação especial que colaborou para o sucesso da marca, também foi o resultado de um acordo comercial
Audrey Hepburn, a estrela mais fashion do cinema, vestiu uma trench coat no final do filme “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffany’s) e transformou a peça em item cult.
Colocaram até chuva no roteiro para justificar a Burberry descarada.
Chuva de estrelas
Greta Garbo e Marlene Dietrich foram as primeiras divas que perceberam as possibilidades eróticas das capas de chuva.
Depois delas, Lana Turner, Brigitte Bardot, Marilyn Monroe, e Twiggy adotaram o Trench-coat dentro e fora das telas, muitas vezes sem nada por baixo.
Melanie Griffith, no filme “Uma secretária de futuro” veste a capa cada vez que parte em busca de vitória.
Harrison Ford (Blade Runner), Sean Connery (James Bond), Christopher Reeves como Clark Kent (Superman), Warren Beatty (Dick Tracy), Mickey Rourke (O ano do dragão), Peter Falk (Columbo), Peter Sellers (A pantera cor- -de- rosa) entre outros heróis e detetives se valeram do Trench-coat para compor seus personagens.
A partir destas estrelas, o Trench coat se transformou em item do vestuário urbano e foi incorporado no figurino moderno por ser uma peça chave para qualquer época, fria ou temperada.

Adote já
· O trench coat veste em qualquer clima, mesmo sem chuvas.
· Podem ser usadas a qualquer hora do dia e substitui os mantôs mais pesados, que exigem frio de verdade.
· Use o trench arrematado por uma echarpe no pescoço ou nos ombros, como as mulheres francesas que usam as capas impermeáveis o ano todo.
· Ao comprar opte pelos tons tradicionais de beges acinzentados que combinam melhor com qualquer cor, ou escuras como preto, cinza ou marinho.
· As capas não precisam combinar com o guarda-chuva.
· É importante que o tecido seja a prova d’água se for usar na chuva, para não pagar mico.
· Existem também modelos de capa que servem somente como abrigo, sem recorrer às matérias primas “Waterproof” (à prova d’água)
· E atenção, marque a bainha em comprimento longo e que aceite diversos estilos de calças e saias sem “fatiar” a linha inferior do corpo.
· Outro comprimento versátil é logo abaixo do joelho, especialmente para calças.
· Quem têm muita roupa mini deve optar pelo comprimento 7/8 (um pouco acima do joelho) ou tipo jaquetão.



17
jul
2018
3 marcas cariocas de slow fashion que você precisa conhecer Por Paula Bedran
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Destaques, Moda, Novidades

Ainda existe uma certa confusão sobre o conceito de slow fashion para os não-adeptos a esta prática. Para que fique claro, não é um movimento e nem uma moda, e sim um sistema de produção, e que vai obviamente na total contra-mão do conhecido fast fashion. O slow fashion “preza pela diversidade, prioriza o local em relação ao global, promove consciência socioambiental, contribui para a confiança entre produtores e consumidores, pratica preços reais que incorporam custos sociais e ecológicos e mantém sua produção entre pequena e média escalas”, conforme o portal E-Cycle, site de notícias relativas à sustentabilidade, e foi cunhado em Londres em 2014 pela jornalista de moda Angela Murrills, da revista online Georgia Straight.
Creio que não há dúvida quanto a propensão do Rio de Janeiro para este tipo de prática, pois o carioca já vive o tal Slow lifestyle. Quantas garotas já não vi por aí que têm suas próprias costureiras de bairro, fazem suas próprias roupas, outras que venderam o carro para abrir uma marca com algum propósito que não seja apenas vender. Seguem três marcas de slow fashion de três cariocas descoladas e conscientes que você precisa conhecer:
Ahka Store
Kaka Dias, de apenas 24 anos, trabalhava na Bazzah, e-commerce carioca de neo-marcas formado quase somente por jovens, quando decidiu que era hora de seguir seu próprio sonho e montar uma marca que tivesse a sua cara. Isso foi no ano passado e não havia dúvidas de que seria um sucesso. A marca tem peças clean porém delicadas e femininas, como vestidos mídi, saias de babado e pantacourts em tecidos leves como moletom, malha e crepe, bastante propícios ao verão eterno do Rio. Por coleção, são feitas poucas ou uma estampa apenas, e até nesse quesito, a marca acerta em cheio. São estampas minimalistas como formiguinhas em p&b ou formas geométricas, as mais recentes feitas em parceria com a Studio Pows, uma estamparia de outra carioca tão bacana quanto Kaká.

MAPA
Carioca, radicada em Londres Mariana Langlands trabalhou por 3 anos na marca da família, a tradicional K&T em Ipanema, antes de se mudar para Londres, aonde mora há 9 anos. Após um mestrado em Fashion Business e experiências em algumas marcas europeias, em dezembro do ano passado, Mariana decidiu que era hora de alçar vôo solo: criou a MAPA, uma marca inspirada no eterno verão carioca mas com um ar de sofisticação que só se encontra em Londres. São peças modernas, sofisticadas, atemporais e que evitam seguir as tendências do momento, ou seja, ideais para mulheres que gostam de viajar e, modéstia à parte, adoram estar impecáveis em cada momento da viagem. Apesar de continuar vivendo em Londres, Mariana fabrica suas peças no Brasil e vem ao país com bastante frequência para realizar eventos da marca e supervisionar a produção. Por enquanto as peças estão disponíveis na multimarcas Pinga em São Paulo e por whatsapp, mas já para a próxima coleção estarão disponíveis no e-commerce da marca www.mapa-ldnrio.com
Mabô Rio
Mãe e filha unidas jamais serão vencidas. Essa é a base da Mabô, marca despojada e despretensiosa de Hilmara Botti, junto com sua filha Manuella Botti. A Mabô é uma marca que tem desde kaftans que viram vestidos de noite, saias envelope e outras peças de tecidos leves quanto jaquetas jeans e outras peças bordadas, todas pensadas para irem da praia ao jantar e a maioria ornamentada com trabalhos manuais, para que as peças se tornem duradouras e atemporais, e não descartáveis. A preocupação com a sustentabilidade se dá também nas sacolinhas da marca, que são pequenas sacolas de feira à la antigamente, e cuida para, ao invés de vender moda, vender um lifestyle “cool” e sem excessos. E viva o slow fashion!

12
jul
2018
Estampa é um luxo Por Xico Gonçalves
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Destaques, Moda, Novidades

O luxuoso desfile de Valentino Couture 2019, que aconteceu na semana passada, sinalizou que os estampados continuam em cena.
A roupa que abriu trazia maxi flores bordadas formando estampas exclusivas.
Bom para as consumidoras que adoram esta propostas coloridas e melhor para a indústria que sempre vê boas oportunidades de negócios.
Por isto, as estamparias são sempre um ponto forte nos lançamentos da moda.

Estampa sob medida
Mas atenção, os tecidos estampados chamam mais a atenção que os lisos e em alguns casos “engordam” a silhueta, principalmente quando em cores fortes ou motivos graúdos.
A combinação de duas estampas, o “Mix´n Match” requer bom senso. A regra geral para que a mistura funcione exige harmonia nos desenhos e uma unidade nos tons dos estampados. Quanto menos contraste, melhor o resultado.
Estampados em combinações de cores quentes (do amarelo ao vermelho) chamam mais a atenção, pesam e engordam mais que estampas em tons frios (do azul, passando pelo verde até o amarelo).

As estampas se comunicam visualmente

No livro “Come, Tell Me How You Live” a escritora de mistérios Agatha Christie, comenta que uma das coisas mais desconfortáveis de ser casada com um arqueólogo é o conhecimento da origem das estampas mais inofensivas.
Certa vez quando ela usava um vestido de linho estampado, o marido arqueólogo comentou que os desenhos eram símbolos primitivos da fertilidade. E ela nem sabia!
Claro que nem todos têm a cultura de um arqueólogo para entender o significado dos desenhos de uma roupa, mas é certo que as estampas passam mensagens.
O simbolismo de alguns estampados “simples e descomplicados” pode expressar até uma atitude.
Os fenícios que produziram os primeiros tecidos estampados usando o método de estamparia em blocos, tentavam se comunicar através da estampa usada.
Desde então as estampas pintam nos mais diversos sotaques e podem ser uma tradução simultânea de quem você é.
Verdade, é possível conhecer uma pessoa pela estampa escolhida.

Você pode mandar mensagens com os desenhos da sua roupa

Bolinhas
Se você vestir bolinhas, vai vender a imagem de uma pessoa bem-humorada.
Quem imagina uma pessoa carrancuda vestindo bolinhas?
“Petit-pois”, “grand-pois”, círculos, spots, esferas, chuva de confetes, miúdas ou no tamanho de moedas, os poás são estampas tradicionalmente divertidas.
As bolinhas que eram tradicionais nas roupas de bailarinas de flamengo, pegaram para valer a partir dos anos vinte, inicialmente usadas para estampar roupas de banho. Viralizou nos anos 1950, até Marilyn Monroe adotou.
Clássicas, pop, psicodélicas ou digitalizadas no computador, as bolotas servem para estampar todos os tipos de roupas e até biquínis e acessórios.
O sucesso da estampa se deve ao desenho espaçado geralmente uniforme e bem aceito e por lembrar roupas infantis e a alegria dos palhaços de circo.
Adote já
· Em várias cores ou monocromáticos as bolinhas sempre funcionam.
· Em saias e calças merece cuidado. Desenho miúdo e claro em fundo escuro favorece a todas, até as mulheres grandes. Além de discretos, não engordam.
· A moda atual permite mesclar bolinhas com outras estampas e até com outras bolotas. O mix de listras, florais e até animais, para dar certo, deve respeitar uma unidade nas cores ou usar poucas tonalidades na mistura.
· Use esta estampa também em acessórios. Lenços, bolsas, sapato e cintos combinam com roupas dentro das cores do estampado ou com floral do mesmo tom. Servem também para dar humor a uma roupa sóbria.
· Perfeito para blusas delicadas, tops de gola laço, saias femininas e vestidos.

Xadrez
Se você veste o xadrez vai dar pinta de organizada.
Este desenho sugere disciplina, já que padrões quadriculados implicam um esforço ordenado.
Xadrez também é o desenho das famílias escocesas, portanto lembra tradição e informação, já que cada clã é conhecido pelo padrão distintivo.
Adote já
· Na parte superior do corpo valoriza ombros e destacam os seios. Na parte de baixo, chama atenção para quadris e nádegas.
· Mulheres de quadris largos podem usar estampas em calças e saias, desde que a escolha seja discreta nas cores e desenhos. Combinado com uma peça superior de cor mais importante desvia a atenção dos quadris.
· Xadrezes de fundo escuro afinam a silhueta.
· Mulheres acima do peso e baixinhas devem evitar nas calças e saias. Mas podem abusar das estamparias nas blusas, vestidos e tops, preferindo coloridos suaves ou neutros.

Estampa floral, folhagem e étnica
Se você é uma apaixonada por estas estampas, certamente é uma pessoa otimista, de bem com a vida e o ambiente que vive.
Os desenhos botânicos representam a feminilidade e renovação.
Antigamente homens e mulheres usavam roupas com desenhos florais.
A partir de 1800, a decoração botânica se limitou ao corpo feminino por mais de cento e cinquenta anos, voltando para enfeitar os homens somente na década de 1960.
Adote já
· Abuse das estampas e até misture motivos. Para o bom resultado conserve uma unidade nos tons usados.
· Na dúvida tente combinar um dos tons do estampado com peças lisas.
· Para quadris volumosos calças ou saia estampadas, discretas na forma e cor.
· Flores ou folhas miúdas e com fundo neutro alonga e emagrece.
· Na parte superior do corpo aumentam os ombros e dão volume aos seios.
· Nas saias aumentam o interesse para a parte de baixo do corpo.

Listras
Se as listras estão na sua lista de consumo, você é uma pessoa segura.
Verdade, todos os padrões claramente geométricos como as listras parecem ter relação com o desejo de ordenar o universo de alguma maneira. Sugerem energia e velocidade e por isto estampam uniformes esportivos altamente competitivos, como o da Adidas.
Porém, na Idade Média as listras eram reservadas para todos os que tinham supostas ligações com o diabo.
No século Dezoito os marinheiros tomaram para si as listras como um meio visual de diferenciar o grumete do chefe de bordo.
A revolução americana trouxe outro significado para este grafismo, o da liberdade e vitória expresso na bandeira listrada dos Estados Unidos.
De diabólicas e perigosas, as listras se transformaram em heroicas e revolucionárias.
Adote já
· Listras finas em tamanhos iguais relaxam os olhos e não criam volume, mesmo na horizontal.
· Listras em diagonal também não interferem na silhueta, sendo permitidas para qualquer formato de corpo. Quanto mais vertical o angulo das diagonais, melhor o efeito alongador.
· Listras com pouco contraste, mesmo horizontais, são neutras ao olho e não acrescenta volume a figura.
· Da cintura para baixo as listras mais favorecedoras são sempre as verticais.



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10
jul
2018
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