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Abertura da exposição “Tobias Marcier”, na Galeria Evandro Carneiro Arte, no Gávea Trade Center.
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Cultura

Mostra reúne obras inéditas que serão expostas 37 anos após o falecimento do artista

Galeria Evandro Carneiro Arte apresenta de 27 de abril a 25 de maio a exposição Tobias Marcier. A mostra, que reunirá 45 obras, sendo 28 em acrílica e 17 aquarelas, é inédita ao público. Somente agora, 37 anos depois do precoce falecimento do artista, seu irmão Matias reuniu as obras que estiveram espalhadas por coleções ao longo desse período, escolhendo a Galeria de Evandro Carneiro Arte para realizar a exposição. Filho do artista Emeric Marcier, Tobias caracterizou-se por suas pinturas fantásticas e por retratar cenas e personagens de ruas, festas populares e armazéns do interior do Brasil. O artista, considerado na época um nome promissor nas artes visuais, participou de mostras coletivas e individuais no Brasil, em especial para as individuais ocorridas na Galeria Bonino (Rio de Janeiro, 1973 e 1975) e na Galeria Guignard (Belo Horizonte, 1977), que tiveram grande repercussão de público e de crítica.   

Sobre Tobias Marcier

 

Tobias Marcier nasceu em Barbacena, MG, em 20 de março de 1948. Desde pequeno mostrou-se inventivo e interessado em arte, ajudando seu pai no ateliê e confeccionando seus próprios brinquedos e suas ferramentas. Segundo seu irmão Matias, o artista “brincava só, pegando pedaços de vergalhão de ferro, nos quais batia com um martelo até virarem talhadeiras e ponteiras com que esculpia baixos relevos em tijolos maciços, pedra sabão, madeira etc. Daí saiam patinhos, pássaros e outras coisas, que remetiam à arte rupestre.” (Entrevista oral, 2019).

 

Em 1964, então com 16 anos e autodidata, teve seu talento reconhecido pelo famoso livreiro Trajan Coltescu da Nova Galeria de Arte (no Copacabana Palace), onde expôs seu trabalho escultórico com muito sucesso. Algum tempo depois, passou a dividir sua residência entre o Rio de Janeiro e Barbacena. Desde 1968 Tobias mergulhou na pintura, revelando, igualmente, enorme aptidão e criatividade. Pintava cada vez mais, quase sempre em tinta acrílica sobre tela, com temas figurativos e paisagens oníricas. Nesta época, participou de exposições coletivas nas galerias Irlandini (1969), Montmartre (1970) e Petite Galerie (1972). No mesmo período, fundou,  junto com Hugo Bidet e outros artistas, a Feira de Arte da Pça Gal. Osório, hoje transformada na diversificada Feira Hyppie,  que já não guarda as mesmas características daquela original, quando reunia bons artistas vendendo suas obras.

 

Em 1971 surgiu uma encomenda feita pelo arquiteto Edison Musa, de uma via sacra em madeira, realizada para Colégio São Luís, na Av. Paulista, em São Paulo. Sua abnegada dedicação a esta obra “deixou o piso do seu conjugado com 20 cm de lascas de mogno dos entalhes” (nos contou Matias, 2019), fazendo Tobias perceber que a escultura demandava grandes espaços, algo difícil para um jovem artista na cidade grande. Além disso, não havia no Rio de Janeiro a abundância de pedra sabão que há em Minas, seu material preferido para esculpir. 

 

Passou, então, a pintar mais e mais até que, em 1973 realizou a sua primeira exposição individual, na Galeria Bonino, com pinturas expressivas, como a tela “Alegoria da Primavera”, exposta agora na Galeria Evandro Carneiro Arte, dentre outras 44 obras do artista. Em 1974 participou de coletivas na Bolsa de Arte e na Petite Galerie. No ano seguinte, outra mostra individual na Bonino o consagrava como “pintor de narrativas fantásticas” (Antônio Bento, 1973, Catálogo da primeira exposição do artista na Galeria Bonino). Desta feita de 1975, destacamos a apresentação de Roberto Alvin Correa no catálogo da exposição e a obra “Mulher”, também reapresentada aqui. Realizou, ainda, uma individual na Galeria Guignard, em Belo Horizonte (1977), com grande sucesso de crítica e público.

 

Apesar da inegável dimensão fantástica em sua obra, Tobias também se caracterizou por retratar cenas e personagens de ruas, festas populares e armazéns do interior do Brasil. Além disso, Walmir Ayala nos lembra que havia nele uma “atenção às vozes primeiras, como seu pai, mas com a liberdade prodigiosa de ter sabido verter esta audição em vocabulário pessoal e renovado…” (Walmir Ayala, 1979, Catálogo da exposição do artista na Galeria B 75 Concorde, sua última em vida).

 

Ou seja, Tobias era um pintor com estilo próprio, uma carreira promissora e muitos planos para novos projetos. Em 1982, faria uma nova exposição na Concorde B75 no Rio, uma em Santa Catarina, organizada por George Racz e outras duas na França (Paris e Grenoble), através de seu então marchand Paulo Fernandes, quando uma fatalidade do destino o parou. Faleceu de um infarto fulminante, aos 33 anos. O choque foi tão profundo que só agora, 37 anos depois, seu irmão Matias “teve alma”, como ele diz, para reunir e apresentar ao público suas obras que estiveram espalhadas por coleções ao longo deste período. E escolheu a Galeria Evandro Carneiro Arte para expor 45 trabalhos de Tobias, sendo 28 telas em acrílica, 14 aquarelas e três desenhos. Vale revisitar esse grande artista!

29
abr
2019
PRESENTE AOS CARIOCAS: PRUDENTIAL DO BRASIL INAUGURA TEATRO PRUDENTIAL – SALA ADOLPHO BLOCH
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Cultura

Aos cariocas apaixonados por bons espetáculos, uma novidade: a cidade vai ganhar, a partir de maio, mais um polo cultural cheio de charme e elegância. É que a seguradora Prudential do Brasil, em parceria com a Aventura, anuncia a reabertura do antigo Teatro Manchete, na Glória. Agora, o espaço passa a se chamar Teatro Prudential – Sala Adolpho Bloch.

Com fachada assinada por ninguém menos que Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx, o teatro possui 359 lugares e um palco de 140m2. Foram investidos R$1,2 milhão para equipar e dar a excelência necessária ao espaço. Agora, o lugar adotou uma identidade azul, da Prudential, utilizando cerca de 1500 metros de veludo nas poltronas e cortina.

 

O Teatro Prudential – Sala Adolpho Bloch será reaberto com a peça “PI- Panorâmica Insana”, com direção de Bia Lessa, no dia 24 de maio. A peça tem no elenco Claudia Abreu, Leandra Leal, Luiz Henrique Nogueira e Rodrigo Pandolfo, com textos de Julia Spadaccini, Jô Bilac e André Santana. A Aventura é a responsável pela programação, que visa atender todos os públicos, incluindo peças infantis, shows e espetáculos diversos.

 

29
abr
2019
O DESAFIO DO OUTONO Por Xico Gonçalves
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Destaques, Moda

Começa uma das épocas mais difíceis de acertar na escolha da roupa, a meia estação ou outono, especialmente no Rio de Janeiro, onde o inverno é ameno.
Algumas regras ajudam a diminuir os riscos de passar frio ou calor no mesmo dia e também possibilitar um visual de inverno, mesmo com termômetros marcando alto.
· Jamais use roupas muito pesadas nesta estação. As sobreposições de itens leves são suficientes para encarar o frio ou calor.
· Quem ainda estiver bronzeada pode expor o tom na mistura de peças mais decotadas do verão com o que as coleções de inverno estão propondo.
· As malhas de tricô são excelentes aliadas nesta época. Em algodão ou fio sintético, podem vestir na forma do twin-set (gêmeos de casaquinho e blusa da mesma malha), principalmente quando a blusa de baixo é de manga curta. O cardigan, pode sobrepor vestidos ou conjuntos. Malhas enroladas nos ombros são charme extra e solução para as trocas bruscas de temperatura.
· Os paletós são fundamentais. Em tecidos como a microfibra, podem ser usados em qualquer clima ou produção.
· Os veludos, em algodão ou viscose, conferem visual de inverno sem ser pesado.
· Camisas são boas parceiras, usadas por baixo de malhas ou casacos, com a gola para fora.
· Os vestidos sem mangas ou de alças do verão ficam transados com camiseta justinha por baixo ou paletó por cima, de acordo com as tendências atuais.
· Uma capa de chuva é essencial nesta época do ano. Com uma echarpe no pescoço torna-se sofisticada.
· Nos lugares mais frios, um casaco de lã cor camelo, além de bloquear o vento gelado, é curinga para qualquer inverno.
· Mesmo misturando peças leves, tente dar ao conjunto um visual de outono, usando tons de inverno, mangas compridas e texturas de aparência pesada -ou leve se a estação seguinte é o verão.
· Use e abuse dos jeans e dos moletons lisos ou flanelados. Os materiais sintéticos como náilon, Tactel, Helanca e jérsei, além de modernos, ajudam a manter o calor do corpo sem serem quentes demais.
· O couro também é uma boa escolha para a meia-estação. Térmico, aquece no inverno e não esquenta no calor.

PEÇAS QUE RESISTEM A QUALQUER ESTAÇÃO
Alguns básicos são verdadeiros curingas vestindo em qualquer temperatura, especialmente na meia estação.
Tops
· Podem ser usados de dia e de noite, por cima e por baixo das peças da estação
Vestidos
· Compridos e curtos em cores neutras, combina facilmente com casacos, sobretudo e malhas e ganham consistência nos meses mais frios.
Calças
· Justas ou boca sino, feitas em tecidos com elastano para maior conforto.
Saias
· Curtas ou compridas, em todos os cortes e feitios, estampadas ou lisas são úteis qualquer estação. Use com meias no frio, retirando ao sentir calor.
Camisa de homem
· Camisas de corte masculino são imunes a mudanças climáticas e muito versáteis.
Sobretudo
· Imprescindível para os vestidos de alças e mudanças de clima da meia estação. Os de cores neutras duram muitos invernos.
Conjunto de paletó com calças ou saias
· O equivalente aos trajes masculinos, perfeitos para qualquer ocasião.
Calça káqui
· Em sarja ou lã fria, tão importante quanto uma calça jeans.
Veludo
Para qualquer estação, inclusive como opção para os vestidos formais.

QUATRO ESTAÇÕES E UM FIGURINO
Um novo código de elegância está permitindo que as roupas de inverno e verão possam ser usadas a qualquer temperatura.
SANDÁLIAS
Inverno: use com meias finas ou meias soquetes (é moda)
Verão: use sem meias

PALETÓ DE COURO
Inverno: em cima de vestidos, calças e saias
Verão: use sobre peças de alças e vestidos tomara que caia

VESTIDOS TRANSPARENTES
Inverno: sobreposições, casacos compridos de lã. Meias e botas
Verão: solto sobre o corpo, sandálias.

LINGERIE
Inverno: bodie ou sutiã vestido por baixo de um casaco estruturado.
Verão: por baixo dos vestidos transparentes.

BOTAS
Inverno: baixas ou altas em todas ocasiões informais.
Verão: use as baixas com vestidos fluidos e as de salto alto com saias curtas a noite. Na s coleções para o verão 2020, grande parte dos estilistas mostraram roupas leves com botas curtas, inclusive as brancas.

CAMISAS TRANSPARENTES
Inverno: embaixo de paletós de lã.
Verão: complemento para um vestido de alças e outras sobreposições.

PEÇAS EM LÃ FRIA
Inverno: retém o calor do corpo no frio, pois o material é térmico.
Verão: por ser natural, refresca como a seda.

PALETÓS
Inverno: podem ser vestidos com camisas brancas, saias e calças.
Verão: vestidos sobre o corpo ou com camisetas leves.

GABARDINES (TRENCH COAT)
Inverno: protege do mau tempo e abriga vestidos mais decotados.
Verão: protege como “tapa tudo” qualquer produção apressada, mesmo sem chuva.

JEANS
Inverno: com meia calça e tricô
Verão: com tops decotados ou camisa branca

Tecidos tecnológicos (microfibra / Tencel)
Inverno: usados com malhas de lã criam a sensação de calor
Verão: mesmo sintéticos, tem fibras tão finas que permitem a circulação do ar refrescando o corpo.

A temperatura dos tecidos no corpo
· 100% seda………………………..0°c
· 50% seda/50%algodão………0,5°c
· 100% linho……………………….3ºc
· 80% algodão/20% Lycra……4°c
· 50% linho/50%algodão………5°c
· 50% seda/50%viscose ………..7°c
· 70%linho/30%lã………………..10°c
· 50% linho/50% viscose……….12°c
· 100% Tencel……………………..14°c
· 50%lã/50% viscose…………….15°c
· Camurça…………………………..18°c
· 100% poliéster………………….20°c
· Napa………………………………..22°c
· 100% lã…………………………….25°c
· 100% malha de lã……………….28°c
· Peles verdadeiras………………..30°c

27
abr
2019
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