• A Artefacto marcou presença na abertura da 28ª edição do Casa Cor Rio

    A Artefacto marcou presença na abertura da 28ª edição do Casa Cor Rio na tarde deste domingo, 16/09, na antiga...

    Leia mais

  • Vestido e calça jeans fazem combinação da vez!

    A tendência das sobreposições continua com força total. Seja com uma blusa por cima da camisa ou de dois casacos,...

    Leia mais

  • Moda Animal Por Xico Gonçalves

    O Animal Print insiste em permanecer na moda com unhas e garras. Esta é uma estampa que por mais diferenciada...

    Leia mais

  • Dia de festa no Rio Design Barra

    Com um time de convidados especiais, o Rio Design Barra celebrou mais uma edição do RD Experience. A tarde começou...

    Leia mais

  • Dia de Princesa à base de produtos com ativos naturais em 10 passos, pelo Spa Deia e Renata Por Paula Bedran

    Num país que exporta tantos ingredientes naturais para cosméticos e produtos de cabelo, é um tanto triste perceber a dificuldade...

    Leia mais

Desequilíbrio estável Por Xico Gonçalves
Postado por Nina Kauffmann - Categorias: Destaques, Moda, Novidades

Assimetria em destaque nas coleções Resort 2019

Lançadores como Stella McCartney e Yves Saint Laurent sempre investiram nas modelagens assimétricas, não só nos decotes, mas também nas bainhas, mas nos lançamentos Resort 2019 uma boa parte dos estilistas influentes também apostaram neste desiquilíbrio estável confirmando esta tendência para as próximas temporadas.

A ideia da assimetria pode pintar mais que justificada
Afinal os hemisférios do cérebro regem em áreas distintas e nenhum órgão ou extremidade do corpo é exatamente simétrica.
Neste raciocínio, a assimetria em uma roupa é um fenômeno perfeitamente normal.

Moda desestruturada
Assimétrica se denomina uma peça de vestuário que não tem os dois lados da modelagem iguais.
As roupas assimétricas desestruturam os princípios básicos do vestir tradicional e criam um desequilíbrio estável com uma nova harmonia.
O assimétrico, assim como o simétrico, faz referência à geometria do espaço, que em moda se converte ao corpo humano.
Esta humanização do matemático sem dúvida surpreende porque rompe com a visão do igual.
Em nossa cultura, o tradicional tem sido vestir simetricamente.
O terno, o tailleur, a camiseta, a camisa, o jeans. Todos os básicos consagrados são simétricos na concepção.
Não é de se estranhar, portanto que sempre que a moda tenta romper com convencionalismos recorra à estética do desnível.

Esta estética vem de duas origens diferentes
Existe a assimetria que tem raízes primárias e ancestrais como a roupa de um ombro só, que nada mais é do que as primeiras manifestações do vestir.
Desde o sarí hindu até os páreos indonésios, passando pelas togas clássicas e os zulus na África que a civilização utiliza o modo mais básico de envolver um tecido pelo corpo, sempre assimétrico.
A outra corrente onde a assimetria das roupas se inspira é o cubismo e o desconstrutivismo pós-moderno.
A estruturação do espaço em planos geométricos que expressava o cubismo no princípio do século XX teve uma rápida transposição para a moda.
Nos anos 1930, com a popularização da técnica do moulage (modelagem feita com o tecido sobre um manequim de confecção) e dos vestidos assimétricos de Madame Vionnet as bainhas ganharam pontas e motivos em desnível.
Na década de 1980 os conceitos do desconstrutivismo e posmodernidade foram absorvidos pela moda e os estilistas japoneses deram um show, criando um inédito conceito de modelagem que abolia os dois lados iguais na mesma roupa.

Como pintor abstrato jogando tintas sem nenhuma simetria
Os americanos Calvin Klein, Ralph Lauren e Donna Karan pautaram a moda da década de 1990 insistindo na assimetria, especialmente nos decotes, o que os críticos de moda rotularam na época de falta de criatividade.
A partir de 2000 Jean Paul Gaultier fez interpretações quase impossíveis desta técnica com paletós que cobriam somente meio corpo.
John Galliano entortou jaquetas e outros básicos no corpo das modelos de Dior, montou vestidos onde uma perna ficava a mostra e a outra escondida criando um nova idéia de assimetria.
Nicolas Guesquière (Louis Vuitton) em um de seus primeiros trabalhos para Balenciaga Dix, apresentou com muito sucesso uma coleção- que foi copiada em todo mundo, de peças montadas de maneira irregular como um pintor abstrato jogando as tintas sem nenhuma simetria.
A moda atual volta a reivindicar a desigualdade das formas, não só nos decotes, mas também em uma nova abordagem das bainhas “mullet” (nome de um corte de cabelo que foi famoso nos anos 1980, intimamente ligado ao visual de duplas sertanejas- curto na frente e longo atrás) nas saias, vestidos e calças.

Adote já

Desigualdade das formas
Decote assimétrico, monomanga, ombro só
• Ideal para ombros retos.
• Evite colares junto ao pescoço com este decote.

Bainha assimétrica (mullet)
• Se o tecido for delicado e de festa, use sandálias, mas estas bainhas conceituais vestem melhor com sapatos mais fechados como o escarpim sem meias ou estilo masculino.
• Assimetria nas roupas esportivas combina com tênis branco.
• Quando a bainha assimétrica acontecer em um casaco ou blusa, complemente com saia ou calça tradicional.

Modelagem assimétrica
• Vestidos ou roupas assimétricas geralmente não respeitam os códigos tradicionais do vestir e por isto não estão sujeitas a regras.
• Para levar bem uma roupa que traga esta informação, use acessórios de vanguarda e valorize ao máximo o efeito assimétrico da modelagem banindo colares, brincos ou joias que não tenham nada a ver.


02
set
2018