Limone sul Garda possui os melhores hotéis da região, quase todos com vistas estonteantes para o lago e para a cadeia do Monte Baldo, na margem oposta. Veja a vista do Hotel San Pietro, que fica encrustado numa colina, em meio ao bosque de antigas oliveiras, cujas folhas, assumem sob a luz da lua um incrível tom prateado.
Se você é do tipo que gosta de um agito, a melhor época para visitar o Lago de Garda é no começo do verão, em julho, quando a juventude nórdica enche as praias e montanhas durante o dia, num frenesi de wind surf, kite surf, parapente e alpinismo, e seus nightclubs, ao anoitecer, turbinados, na temporada, pelos melhores DJs da Europa.
Se por outro lado, você é do tipo que gosta de tranquilidade, a partir de abril, com a chegada da primavera, a região de Garda é tomada por inúmeros casais alemães de meia idade, em busca dos belos passeios e dos concertos de música clássica que enchem as ruas de Riva e de Limone sul Garda.
Os esportistas encontrarão nas trilhas de montanha, antigas vias escavadas na rocha que já foram o único corredor de comunicação dessa margem do lago, um fantástico desafio em meio a vertiginosas descidas, beirando o precipício. Ou ainda a magia das alturas, para os mais corajosos, na escalada de uma via ferrata, um trecho de alpinismo aparelhado com cabos de aço e degraus de ferro, que permitem mesmo aos neófitos, a experiência de conquistar os altos cimos alpinos, sem qualquer risco.
Mesmo as trilhas mais simples são deslumbrantes, como a de Bastione, uma fortaleza do século dezessete, de um tempo em que Veneza dominava a Itália, que se debruça majestosa, numa vista cinematográfica a menos de um quilômetro de distancia do porto de Riva del Garda.
Caminhar sem pressa pela Strada del Ponale, um estreito caminho talhado, como que a cinzel, nas paredes do penhasco, até alcançar o antigo aqueduto de Riva, onde se pode tomar uma ducha gelada e restabelecer o ânimo para o percurso de volta, e visitar as antigas fortalezas da primeira guerra mundial, escavadas nas rochas, é outro passeio irrecusável.
Para fechar a manhã de trilhas e esporte, nada melhor do que um almoço à beira da Cascata del Varone, após visitar o parque botânico e as grutas, saboreando a Carne Salada do Foci da Rita, um restaurante especializado na culinária do Baixo Sassa. Essa carne tradicional da região do Trentino, assemelha-se a nossa carne de sol, sendo no entanto maturada num processo de baixíssimas temperaturas. Para acompanhar, um Amarone della Valpolicella, um encorpado tinto que usa uvas passas em sua maturação.
Para finalizar a tarde, um gelatto con panna, o deliciosos sorvete com creme de chantilly, e um doppio espresso, mais uma invenção dos italianos que ganhou o mundo, numa das chaise longue Piazza Garibaldi, no centro turístico de Riva, à beira do lago, praticando o que os italianos chamam de dolce far niente!
A noite chega com as luzes refletidas na superfície do Benaco, antigo nome celta do Lago de Garda, e sugere um spritz,
a refrescante bebida austríaca à base de vinho branco, Aperol, água com gás e laranja, durante a jam session de jazz no Gemma, um simpático restaurante em Limone especializado na tal comida mediterrânea, composta de legumes locais, peixes do lago, usualmente trutas e um tipo de salmão apelidado de carpione, sempre temperados com os limões locais e banhados com generosas doses de azeite extra-virgem.
A música Blue Skies de Irving Berlin e o breu da noite, evocam as vozes sensuais de Josephine Baker e Ella Fitzgerald, antigas frequentadoras assíduas, e dá ritmo às ondulações do Lago de Garda, projetando as expectativas para o próximo dia.
Céus azuis e bons ventos. Aguardem…





















